quarta-feira, 30 de março de 2011

Encarando a morte.

Se um dia a morte me encontrar solitário, sentado num banco; num canto qualquer do destino, vou olhar dentro dos olhos dela sem medo pra ver o que é que tem atrás do buraco negro.

Ela não vai ter que me perguntar o que fiz no tempo em que tive tempo, pois há tempos trago contabilizado onde levaram-me meus passos, minhas marcas no caminho e o caminho passado. .

Nem terá o prazer de me ver fraquejar Serei só um cara cansado , mas bem resolvido; e não deixei de viver tudo que a vida tenha me oferecido


Se me perguntar o que não valeu a pena, certamente eu vou rir e lembrando meus amores, dizer que tudo valeu a pena, até mesmo as minhas dores.

Aí vou me levantar, deixa-la falando sozinha; e perguntarei se não dá pra abrir logo a porta pra eu começar a explorar o outro lado, pois esse aqui, eu explorei por completo.


JJ. Braga Neto

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


Para Tudo!!!!!

Se tudo junto, se escreve separado,
e separado, se escreve tudo junto,
que esse diabo, tem que estar é tudo errado;
já tenho me questionado
enquanto falo comigo!

Se para tudo, (separado);
só para tudo; e não separa, em sentido;
e “se parado”, difere de separado,
que esse diabo tem que estar é tudo errado
já tenho me questionado
enquanto falo comigo!

Se paro às vezes com tudo,
e separo contudo, tudo o que entendo;
e muito embora com tudo não concorde
do que aceito e não compreendo,
sempre tenho repetido
que esse diabo tem que estar é tudo errado,
enquanto falo comigo!!




JJ

domingo, 6 de fevereiro de 2011




A Espera

Todos os dias,
ela ia
esperar no mar.

Passavam-se os dias
o tempo esvaia
a alma sofria
e ela queria
entre a bruma
sobre a espuma
que cobria o mar,
ver de volta a escuna
que o levou embora
num romper de aurora
pra não mais voltar.

O tempo passou
a dor perdurou
e ela o sabia
enquanto ia
no eterno esperar ;
que ele e o veleiro
jamais voltariam
do fundo do mar.

Mas também sabia
que ela sempre iria
todos os dias
pra sempre esperar.


JJ


Só Mais Um


Não jogue fora as flores,
sou mais um,
só mais um livre das dores
só mais um livre de horrores
só mais um.

Não jogue lágrimas fora
sou mais um
que já partiu foi embora
que desistiu e agora
é só mais um.

Não tente falar comigo
sou mais um
que da dor assim se esquiva
que por te amar foi ao abismo
só mais um.

Só mais um malabarista
que o circo do amor matou
e de sorte
só mais um na estatística
que amou tanto nessa vida
que teve ela destruída
e deu um sorriso à morte
no dia que ela o buscou.


JJ

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011


Surfista.

Vou por ai,
juntando cacos de mim,
sem ouvir vozes nem risos,
sem amigos ,
sem nada do que preciso,
alma penada, zumbi.....
vou por ai!

Em noites que são as mesmas,
luzes acesas ,
enxurradas de incertezas,
dores, odores,
perfumes, sabores;
(...e dissabores...);
e eu vou por ai,
reduzido a fragmentos
sou o mesmo
sem gemido
sem lamento
vou vagando ,
sou um artista....
sou surfista
na crista do sofrimento.!

Vou por ai,
de ponto em ponto,
de noite em noite,
de encontro a encontro
(...e desencontros)
de bar em bar,
alma sem vida ,
praia sem mar,
fera ferida,.
homem sem lar;
noite sem lua,
um mar sem agua,
vida estragada
eu sou calçada
que não tem rua.

E assim vou do meu jeito,
buscando no meu passado,
pedaços fragmentados,
flashs de felicidade;
ando contra a correnteza,
sem você nessa cidade!
JJ 03 . 02 . 11

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011



Despertar.

Ouvi por muito tempo a sinfonia das lembranças
Fados de saudade, que baixinho...sob a batuta da dor, falavam de um passado morto.
Flash Back de uma outra vida.
Vídeo-tape da memória, com os borrões e falhas em VHS antigo e defeituoso no meu cérebro.
Depois a escuridão fez-se em silêncio para a musica que em concerto, consertou minh’alma.
Espreguiço-me ainda deitado no colo do tempo.
Acordo ´pra vida, que à tempos dá um tempo me esperando.
Rio do medo, que com medo ronda o quarto , vendo que eu o abandono
A minha solidão, sentindo-se acompanhada, abre a porta da minha alma e me chama pra sair !


JJ -11.01,11

domingo, 12 de dezembro de 2010



*C'EST FINI

Hoje
Preciso de colo
Tenho que admitir
A dor no peito
É tamanha
Penso que vai explodir
Chega
De dar amor
Sem receber
De sonhar
Cair
Machucar
Só sofrer
De chorar calada
Ficar sem dormir
O corpo reprimir
Pra ninguém perceber
Chega
De não pensar em mim
Porque meus pensamentos
Vivem minadinhos
De você.

Claudete Silveira
(Clau Poeta)
12/12/2010